{"id":184,"date":"2015-07-11T17:44:11","date_gmt":"2015-07-11T17:44:11","guid":{"rendered":"http:\/\/teatropublico.com.br\/?page_id=184"},"modified":"2021-01-20T20:42:51","modified_gmt":"2021-01-20T20:42:51","slug":"a-pesquisa","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/teatropublico.com.br\/index.php\/a-pesquisa\/","title":{"rendered":"PROCESSO DE CRIA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<h6>CRIA\u00c7\u00c3O &gt; ERRANTES &gt; <strong>PROCESSO DE CRIA\u00c7\u00c3O<br \/>\n<\/strong><\/h6>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">O espet\u00e1culo Saudade surgiu a fim de dar prosseguimento \u00e0s pesquisas do Grupo Teatro P\u00fablico voltadas para a inser\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o no cotidiano das cidades e para a inser\u00e7\u00e3o do p\u00fablico na cena teatral. A partir de princ\u00edpios relacionados \u00e0 performance e a arte urbana, em di\u00e1logo com a linguagem teatral, o grupo prop\u00f4s ainda novas experimenta\u00e7\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o, encena\u00e7\u00e3o e a inser\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria ficcional relacionada ao tema da morte, seus ritos e afetos, em um bairro que cresceu em torno da segunda necr\u00f3pole constru\u00edda em Belo Horizonte, o cemit\u00e9rio da Saudade.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">No primeiro espet\u00e1culo do Grupo, Naquele Bairro Encantado, optou-se por n\u00e3o criar uma trama ou roteiro pr\u00e9-estabelecido como ponto de partida, com o objetivo de dar lugar \u00e0s hist\u00f3rias do bairro e dos moradores. Dessa vez, no bairro Saudade, a proposta para a nova cria\u00e7\u00e3o foi trabalhar com um roteiro inicial. Financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o processo de habita\u00e7\u00e3o teatral se iniciou no m\u00eas de mar\u00e7o de 2014, no bairro Saudade, inspirado pela obra \u201cA morte e a morte de Quincas Berro D\u2019\u00e1gua\u201d, do escritor baiano, Jorge Amado.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\">Para contar a hist\u00f3ria de Zen\u00f3bio de Andrade Reis Boaventura, o grupo optou por trabalhar com dois n\u00facleos de personagens na montagem de Saudade. Interpretados pelos atores Diego Po\u00e7a, Luciana Ara\u00fajo, Marcelo Alessio, Rafael Bottaro e Rafaela K\u00eania, os grupos de personagens foram identificados como a fam\u00edlia do falecido e seus amigos de boemia. Al\u00e9m dos atores, que compartilharam entre si a dire\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo, o processo de montagem contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de Larissa Alberti (dramaturgia e interven\u00e7\u00f5es urbanas com a palavra), Eberth Guimar\u00e3es (dire\u00e7\u00e3o musical), Ana Luisa Santos (figurino) e Fernando Linares (confec\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras e orienta\u00e7\u00e3o do trabalho de atua\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">A hist\u00f3ria come\u00e7ou com o desaparecimento do corpo do falecido Z\u00e9n\u00f3bio de Andrade Reis Boaventura, nos arredores do cemit\u00e9rio da Saudade. Cartazes e panfletos de \u201cdesaparecido\u201d foram espalhados pelo bairro com o intuito de causar um rebuli\u00e7o com a suposta not\u00edcia. Neste primeiro momento, as rea\u00e7\u00f5es dos moradores foram marcadas por uma mistura de estranhamento, surpresa e d\u00favida. Nos cartazes espalhados havia um endere\u00e7o de e-mail e um n\u00famero de telefone, o que permitiu que o algumas pessoas entrassem em contato com a fict\u00edcia fam\u00edlia do morto, na tentativa de se certificarem da veracidade das informa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: left;\"><em><strong><a href=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/index.php\/813-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Para ler os quadrinhos, clique aqui<\/a><\/strong><\/em><div id=\"metaslider-id-599\" style=\"max-width: 900px;\" class=\"ml-slider-3-113-1 metaslider metaslider-nivo metaslider-599 ml-slider has-dots-nav ms-theme-default\" role=\"region\" aria-label=\"Processo de cria\u00e7\u00e3o\" data-height=\"600\" data-width=\"900\">\n    <div id=\"metaslider_container_599\">\n        <div class='slider-wrapper theme-default'><div class='ribbon'><\/div><div id='metaslider_599' class='nivoSlider'><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quadrinhos-zenobio-5-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-599 slide-804 msDefaultImage\" \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quadrinhos-zenobio-3-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-599 slide-802 msDefaultImage\" \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quadrinhos-zenobio-4-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-599 slide-803 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quadrinhos-zenobio-8-873x582.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-599 slide-807 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quadrinhos-zenobio-9-873x582.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-599 slide-808 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Captura-de-Tela-2016-04-20-a\u0300s-14.10.20-900x600.png\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-599 slide-596 msDefaultImage\" \/><\/div><\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/h6>\n<p><span class=\"western\" lang=\"pt-BR\">Num segundo momento, os personagens mascarados come\u00e7aram a habitar o bairro. Inicialmente surgiu um grupo de mulheres, a fam\u00edlia do morto, que vagavam em torno do Cemit\u00e9rio da Saudade \u00e0 procura do corpo. As mulheres m\u00e1scaradas com v\u00e9us de renda personificavam o luto e diziam pagar uma promessa de peregrinar at\u00e9 que encontrassem o corpo desaparecido. Durante as primeiras caminhadas, alguns moradores filmaram a apari\u00e7\u00e3o das mulheres, com isso a hist\u00f3ria, que para muitos ainda n\u00e3o significava teatro, come\u00e7ou a aparecer nas redes sociais. Ao longo de um m\u00eas de caminhada com a fam\u00edlia do morto no bairro, essas mulheres come\u00e7aram a criar rela\u00e7\u00f5es com o p\u00fablico e novas hist\u00f3rias sobre Zen\u00f3bio foram surgindo, fruto da fabula\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios moradores. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">Com a hist\u00f3ria do desaparecimento do corpo j\u00e1 intaurada no bairro, o segundo n\u00facleo de personagens, formado pelos amigos do Zen\u00f3bio, apareceu conduzindo seu corpo para uma \u00faltima depedida. Um ator com a m\u00e1scara do morto, representou Zen\u00f3bio, que era levado pelos amigos para um \u00faltimo festejo. Juntos, os atores m\u00e1scarados de b\u00eabados, tocavam, cantavam e dan\u00e7avam pelas ruas e bares do bairro para \u201cbeber o morto\u201d encerrando um rito de vida e morte. Assim, os dois n\u00facleos de personagens, representados pelos mesmos atores e por isso em momentos distintos, j\u00e1 habitavam o bairro, de forma que as mulheres e os b\u00eabados jamais se encontrassem. Com isso, quem fazia a ponte entre os personagens, mais uma vez, era o p\u00fablico que levava as hist\u00f3rias e not\u00edcias de um n\u00facleo para o outro a cada encontro.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">Ao final de 6 meses de habita\u00e7\u00e3o teatral e cria\u00e7\u00e3o conjunta com os moradores, o Grupo Teatro P\u00fablico apresentou ao p\u00fablico o espet\u00e1culo que se configura atualmente em um dia de apresenta\u00e7\u00e3o, com dura\u00e7\u00e3o total de 3 horas dividas em dois atos. Na divulga\u00e7\u00e3o feita com os santinhos do Zen\u00f3bio, os moradores do bairro e o p\u00fablico externo s\u00e3o convidados a pagar uma promessa junto com a fam\u00edlia do morto. O primeiro ato se inicia na porta do cemit\u00e9rio e \u00e9 composto pelas personagens femininas. Ap\u00f3s a peregrina\u00e7\u00e3o, que se bifurca para o interior do cemit\u00e9rio, as mulheres conduzem o p\u00fablico para assistirem a um video document\u00e1rio de entreato, que traz um pouco da vis\u00e3o dos moradores sobre a hist\u00f3ria. Nesse momento os atores trocam de roupa e voltam com o segundo n\u00facleo de personagens. O segundo ato se inicia dessa vez com os personagens masculinos, Zen\u00f3bio e seus amigos, que com o pretexto de comemorarem o anivers\u00e1rio do N\u00f4n\u00f4, convidam o p\u00fablico para se despedirem do amigo ao som de viol\u00e3o, cavaco e percuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><iframe src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/133160534?portrait=0\" width=\"680\" height=\"453,3\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>&#8212; A Atua\u00e7\u00e3o e a Utiliza\u00e7\u00e3o de M\u00e1scaras<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">Em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de atua\u00e7\u00e3o, os atores seguiram sua pesquisa com a linguagem das m\u00e1scaras teatrais. A pesquisa para cria\u00e7\u00e3o, confec\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o das mascaras dos b\u00eabados \u2013 Amigos do Zen\u00f3bio \u2013 foi uma releitura das m\u00e1scaras tradicionais do teatro balin\u00eas. Inspirados nesses palha\u00e7os balineses, figuras de car\u00e1ter grotesco, com grandes dentes e express\u00f5es marcantes, os atores confeccionaram os primeiros moldes das m\u00e1scaras de cada personagem em papel. Da mesma maneira se deu a confec\u00e7\u00e3o da m\u00e1scara do morto, o personagem Zen\u00f3bio, que nesse caso sua pesquisa teve como base para a confec\u00e7\u00e3o imagens de mascaras mortu\u00e1rias. Ao final dessa primeira etapa de pesquisa e descoberta de cada personagem as m\u00e1scaras definitivas foram confeccionadas em couro pelo mascareiro Fernando Linares e o ator do grupo Teatro P\u00fablico, Rafael Bottaro. Est\u00e3o presentes tamb\u00e9m propostas de atua\u00e7\u00e3o mais perform\u00e1ticas, com mascaramentos inspirados nas matrafonas, figuras presentes na cultura popular de algumas regi\u00f5es de Portugal, nas a\u00e7\u00f5es das mulheres \u2013 Fam\u00edlia do morto \u2013 que buscam trabalhar a composi\u00e7\u00e3o de imagens envolvendo atores, espa\u00e7os e suas respectivas cargas sem\u00e2nticas. Essas m\u00e1scaras foram feitas com tecidos de rendas sobre o rosto, num mascaramento que esconde ao mesmo tempo em que revela partes do rosto, remetendo \u00e0s ideias de feminino e ao luto. Outros elementos tamb\u00e9m presentes no trabalho dos atores s\u00e3o a presen\u00e7a marcante da m\u00fasica em cena, e a rela\u00e7\u00e3o entre improvisa\u00e7\u00e3o e dramaturgia.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><em><strong>&#8212; Dramaturgia Aberta<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"western\">Para al\u00e9m da hist\u00f3ria do desaparecido, o processo de cria\u00e7\u00e3o no bairro e, consequentemente, o espet\u00e1culo resultante se prop\u00f5e a revelar e incorporar as rea\u00e7\u00f5es, rela\u00e7\u00f5es e acontecimentos que surgem do encontro dos moradores com esta hist\u00f3ria ficcional, caracterizando uma dramaturgia aberta, que explora o risco e busca potencializar o acaso e as respostas do real para o ficcional.<\/p>\n<p class=\"western\">Para contar essa hist\u00f3ria, o grupo, juntamente com a dramaturga Larissa Alberti, utilizou princ\u00edpios dramat\u00fargicos em di\u00e1logo com t\u00e9cnicas da interven\u00e7\u00e3o urbana que est\u00e3o relacionados ao potencial da palavra de poetizar o cotidiano, a\u00e7\u00f5es estas relacionadas \u00e0 pesquisa de mestrado na \u00e1rea da literatura Poesia e arte urbana: paisagens po\u00e9ticas no horizonte das cidades, desenvolvida pela dramaturga no CEFET-MG.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">Durante o processo de cria\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo, outra estrat\u00e9gia adotada pela dramaturga em conjunto com os atores e a NAUM produtora, foi a cria\u00e7\u00e3o do blog \u201cO Di\u00e1rio da Saudade\u201d (<\/span><span style=\"color: #0000ff;\"><u><a class=\"western\" href=\"https:\/\/odiariodasaudade.wordpress.com\/\"><span lang=\"en-US\">https:\/\/odiariodasaudade.wordpress.com<\/span><\/a><\/u><\/span><span lang=\"en-US\">), da pesquisadora fake Aurea Andrade. A utiliza\u00e7\u00e3o desta ferramenta teve o obejtivo de apresentar not\u00edcias reais e fict\u00edcias a respeito do cotidiano e das mem\u00f3rias do bairro saudade, al\u00e9m de registrar e divulgar os novos acontecimentos, v\u00eddeos dos moradores e fotografias do bairro, ap\u00f3s a chegada dos m\u00e1scarados. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><em><strong>&#8212; Sobre o Bairro Saudade<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><div id=\"metaslider-id-194\" style=\"max-width: 900px;\" class=\"ml-slider-3-113-1 metaslider metaslider-nivo metaslider-194 ml-slider has-dots-nav ms-theme-default\" role=\"region\" aria-label=\"Cem. da Saudade\" data-height=\"600\" data-width=\"900\">\n    <div id=\"metaslider_container_194\">\n        <div class='slider-wrapper theme-default'><div class='ribbon'><\/div><div id='metaslider_194' class='nivoSlider'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/13-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-206 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/1-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-195 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/2-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-196 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/3-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-197 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/5-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-198 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/6-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-200 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/7-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-201 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/8-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-202 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/9-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-203 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/10-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-204 msDefaultImage\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/11-900x600.jpg\" height=\"600\" width=\"900\" alt=\"\" class=\"slider-194 slide-205 msDefaultImage\" \/><\/div><\/div>\n        \n    <\/div>\n<\/div><\/p>\n<p class=\"western\">O bairro Saudade foi constru\u00eddo para abrigar a segunda necr\u00f3pole mais antiga da hist\u00f3ria da cidade, o Cemit\u00e9rio da Saudade. Bairro tradicional da capital mineira que n\u00e3o tem quase nenhum destaque na hist\u00f3ria oficial da cidade, tem suas mem\u00f3rias associadas com a hist\u00f3ria do cemit\u00e9rio e da morte.<\/p>\n<p class=\"western\">Inaugurado em 1942 pelo ent\u00e3o prefeito Juscelino Kubitschek, o cemit\u00e9rio ou \u201ccampo santo\u201d, como era chamado na \u00e9poca, foi constru\u00eddo no intuito de ampliar os espa\u00e7os para os mortos da cidade, que j\u00e1 n\u00e3o cabiam no Cemit\u00e9rio do Bonfim, primeira necr\u00f3pole da capital. O cemit\u00e9rio da saudade foi projetado para ser um cemit\u00e9rio parque, propondo uma mudan\u00e7a radical em rela\u00e7\u00e3o ao Bonfim, j\u00e1 que contava com arboriza\u00e7\u00e3o especial, flores e os seus t\u00famulos tinham mais o aspecto de monumentos.<\/p>\n<p class=\"western\" lang=\"pt-BR\"><span lang=\"en-US\">Para enterrar os corpos, o prefeito determinou na \u00e9poca que a cidade fosse dividida em duas zonas, cada uma delas pertencendo a cada um dos cemit\u00e9rios, o do Bonfim e o da Saudade. Assim aqueles que falecessem de um lado da linha seriam enterrados no Bonfim e os que falecessem do outro lado da linha teriam seu t\u00famulo no cemit\u00e9rio da Saudade, com exce\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias que tinham o t\u00famulo perpetuado no Bonfim, que deveriam ser enterradas nestes t\u00famulos, independente da zona em que falecessem.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\">O interessante desse cap\u00edtulo da hist\u00f3ria de Belo Horizonte \u00e9 que o mapa da cidade \u00e9 dividido a partir da l\u00f3gica da morte, o que aproxima esse epis\u00f3dio a uma hist\u00f3ria de car\u00e1ter quase fant\u00e1stico, romanesco. Uma outra conclus\u00e3o que podemos chegar est\u00e1 relacionada ao modo simples como a cidade se organizava, j\u00e1 que ainda tinha uma extens\u00e3o bem menor da que tem hoje. Isto \u00e9, o n\u00famero de mortos havia excedido a capacidade do Bonfim, ent\u00e3o surge a ideia de se construir uma nova necr\u00f3pole, s\u00f3 que a constru\u00e7\u00e3o de um novo cemit\u00e9rio exige uma l\u00f3gica, uma organiza\u00e7\u00e3o que determine em qual cemit\u00e9rio as pessoas deveriam ser enterradas. Para esse problema, nada mais nada menos do que a simples resolu\u00e7\u00e3o a qual Juscelino havia chegado: tra\u00e7amos uma linha dividindo a cidade, quem morrer de um lado deve ser enterrado no Bonfim, e quem morrer do outro vai para o Saudade.<\/p>\n<p class=\"western\"><span lang=\"en-US\">O cemit\u00e9rio da Saudade foi inaugurado com a morte de Domingas Ant\u00f4nia, mulher paup\u00e9rrima que falece sem assist\u00eancia m\u00e9dica, mas que \u00e9 homenageada pelas autoridades, que batizam a alameda central da necr\u00f3pole com seu nome.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\"><em><strong>&#8212; Material de Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span lang=\"EN-US\">Esta p\u00e1gina organiza diversos materiais de divulga\u00e7\u00e3o produzidos nas duas temporadas do espet\u00e1culo Saudade, em 2014 e 2016.<\/span><\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-184 gallery-columns-2 gallery-size-medium'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-300x200.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-300x200.jpg 300w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-768x512.jpg 768w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-500x333.jpg 500w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2-300x200.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2-300x200.jpg 300w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2-768x512.jpg 768w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2-500x333.jpg 500w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3-300x200.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3-300x200.jpg 300w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3-768x512.jpg 768w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3-500x333.jpg 500w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/folder-saudade-3.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido-300x200.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido-300x200.jpg 300w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido-768x512.jpg 768w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido-500x333.jpg 500w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/desaparecido.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio-300x200.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio-300x200.jpg 300w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio-768x512.jpg 768w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio-500x333.jpg 500w, http:\/\/teatropublico.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ca-o-zenobio.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CRIA\u00c7\u00c3O &gt; ERRANTES &gt; PROCESSO DE CRIA\u00c7\u00c3O O espet\u00e1culo Saudade surgiu a fim de dar prosseguimento \u00e0s pesquisas do Grupo Teatro P\u00fablico voltadas para a inser\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o no cotidiano das cidades e para a inser\u00e7\u00e3o do p\u00fablico na cena teatral. 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