{"id":187,"date":"2015-07-11T17:44:45","date_gmt":"2015-07-11T17:44:45","guid":{"rendered":"http:\/\/teatropublico.com.br\/?page_id=187"},"modified":"2015-08-27T01:50:35","modified_gmt":"2015-08-27T01:50:35","slug":"espetaculo","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/teatropublico.com.br\/index.php\/espetaculo\/","title":{"rendered":"Espet\u00e1culo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sinopse<\/strong><br \/>\nNo dia 5 de mar\u00e7o de 2014, o corpo do falecido Zen\u00f3bio de Andrade Reis Boaventura desapareceu misteriosamente nas imedia\u00e7\u00f5es do Cemit\u00e9rio da Saudade quando chegava para o seu vel\u00f3rio, no carro da funer\u00e1ria Descanso Eterno. Ap\u00f3s uma busca incans\u00e1vel e sem sucesso pelo paradeiro do corpo, a fam\u00edlia do falecido fez a promessa de peregrinar em luto pelos arredores do Cemit\u00e9rio at\u00e9 que o corpo apare\u00e7a para ser definitivamente sepultado. Por\u00e9m, o que essa fam\u00edlia n\u00e3o sabe \u00e9 que, em um ato de rebeldia, o morto levantara-se do caix\u00e3o ap\u00f3s resolver escolher pra si um fim mais digno.<\/p>\n<p><strong>Release<\/strong><br \/>\nSaudade, segunda montagem do grupo Teatro P\u00fablico, baseia-se no surpreendente fim do corpo de Zen\u00f3bio de Andrade Reis Boaventura em um bairro tomado pela presen\u00e7a da morte. Criado no ano de 2014 no bairro que abriga a segunda necr\u00f3pole constru\u00edda na cidade de Belo Horizonte, o bairro Saudade, o espet\u00e1culo procura discutir a tem\u00e1tica da finitude da vida ao mesmo tempo que revela o potencial das paisagens\u00a0 ligadas \u00e0 morte que figuram no espa\u00e7o do bairro.<br \/>\nNo processo de cria\u00e7\u00e3o o grupo atuou com a\u00e7\u00f5es c\u00eanicas e interven\u00e7\u00f5es urbanas para contar a hist\u00f3ria de Zen\u00f3bio no bairro Saudade. A hist\u00f3ria do protagonista, desde o momento do seu sumi\u00e7o at\u00e9 o seu reaparecimento na regi\u00e3o, foi contada a partir de diferentes n\u00facleos de personagens que habitaram o bairro e tamb\u00e9m com o aux\u00edlio de interven\u00e7\u00f5es urbanas que tem como foco a palavra.<\/p>\n<p>Saudade foi o resultado da continuidade da pesquisa voltada para a inser\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o no cotidiano da cidade e para a inser\u00e7\u00e3o do p\u00fablico na cena teatral, iniciadas na montagem do primeiro espet\u00e1culo do grupo Teatro P\u00fablico, Naquele Bairro Encantado. A partir de princ\u00edpios relacionados \u00e0 performance e \u00e0 arte urbana, em di\u00e1logo com a linguagem teatral, o grupo investigou tamb\u00e9m, nessa montagem, as possibilidades espaciais de ocupa\u00e7\u00e3o da encena\u00e7\u00e3o e da inser\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria ficcional relacionada ao tema da morte, seus ritos e afetos, em um bairro que cresceu em torno da segunda necr\u00f3pole constru\u00edda na cidade, o cemit\u00e9rio da Saudade.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo, assim como o Naquele Bairro Encantado, foi constru\u00eddo nas ruas do bairro escolhido para a montagem. Diferentemente do que se est\u00e1 acostumado nos processos de cria\u00e7\u00e3o em teatro, o espet\u00e1culo foi se construindo a cada sa\u00edda dos personagens no bairro, que ocuparam os espa\u00e7os da regi\u00e3o no intuito de levar a p\u00fablico a hist\u00f3ria de vida e morte de Zen\u00f3bio de Andrade Reis Boaventura, o protagonista do espet\u00e1culo. Neste processo, os personagens habitaram o bairro, povoando o imagin\u00e1rio dos moradores e inserindo o teatro em seu cotidiano com a finalidade de discutir a tem\u00e1tica da morte, seus ritos e afetos. Ao utilizar os espa\u00e7os do bairro de modo amplo, encarando-o como um grande cen\u00e1rio aberto \u00e0s interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, os personagens interferem no cotidiano dos moradores, utilizando os espa\u00e7os da regi\u00e3o de modo semelhante aos seus habitantes, estabelecendo, assim uma rela\u00e7\u00e3o estreita entre realidade e fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de atua\u00e7\u00e3o, os atores seguiram sua pesquisa com a linguagem das m\u00e1scaras teatrais. A pesquisa para cria\u00e7\u00e3o, confec\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o das m\u00e1scaras foi uma releitura das m\u00e1scaras tradicionais do teatro balin\u00eas. Est\u00e3o presentes tamb\u00e9m propostas de atua\u00e7\u00e3o mais perform\u00e1ticas, com mascaramentos inspirados nas matrafonas, figuras presentes na cultura popular de algumas regi\u00f5es de Portugal, em a\u00e7\u00f5es que buscam trabalhar a composi\u00e7\u00e3o de imagens envolvendo atores, espa\u00e7os e suas respectivas cargas sem\u00e2nticas. Outros elementos tamb\u00e9m presentes no trabalho dos atores s\u00e3o a presen\u00e7a marcante da m\u00fasica em cena, e a rela\u00e7\u00e3o entre improvisa\u00e7\u00e3o e dramaturgia.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 condu\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica do espet\u00e1culo, desta vez o grupo optou por, de modo distinto ao Naquele Bairro Encantado, propor ao Saudade um mote dramat\u00fargico previamente constru\u00eddo, uma hist\u00f3ria a ser<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sinopse No dia 5 de mar\u00e7o de 2014, o corpo do falecido Zen\u00f3bio de Andrade Reis Boaventura desapareceu misteriosamente nas imedia\u00e7\u00f5es do Cemit\u00e9rio da Saudade quando chegava para o seu vel\u00f3rio, no carro da funer\u00e1ria Descanso Eterno. 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