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Produção Acadêmica

[Elisa Belém] DOSES DE FICÇÃO: A INTERVENÇÃO URBANA NAQUELE BAIRRO ENCANTADO | A intervenção urbana Naquele bairro encantado foi realizada em Belo Horizonte (MG), durante o ano de 2011. Para a realização do projeto, um grupo de atores alugou uma casa no bairro Lagoinha. O trabalho foi desenvolvido em diversas etapas. Os atores habitaram o bairro e a casa durante alguns meses. Os deslocamentos pelo bairro e dentro da casa foram feitos somente portando máscaras e figurinos. Os personagens geraram desde estranhamento até a condução de relações de amizades, mas os rostos reais dos atores não foram vistos [continuar lendo]

[Júlia Guimarães] O TEATRO COMO DISPOSITIVO RELACIONAL NA HABITAÇÃO CÊNICA NAQUELE BAIRRO ENCANTADO | Este artigo analisa a interação estabelecida entre atores, moradores e público na habitação cênica Naquele Bairro Encantado. Busca-se compreender como o projeto colabora para ressigni car fron- teiras entre arte e vida e resgatar memória histórica a partir do uso de dispositivos relacionais. [continuar lendo]

[Rogério Paulino e Mariana Muniz] MÁSCARAS: FICÇÃO E REALIDADE EM CONTEXTO URBANO | Os vizinhos da casa localizada à rua Ibiá, número 183 no bairro Lagoinha em Belo Horizonte, se depararam, durante os meses de março a novembro de 2011, com o fato desta residência ter sido alugada por um grupo de pessoas mascaradas. Estes mascarados que, ao que tudo indica, “parecem representar” velhinhos, têm estabelecido uma série de relações sociais no cotidiano desta região, frequentando comércio, andando pelas ruas, promovendo festas e recebendo visitas em sua casa. Esta comunicação pretende discutir como estes seres explicitamente ficcionais têm adquirido uma espécie de “realidade provisória” que lhes têm permitido estabelecer toda uma rede de sociabilidade no bairro. Nos concentraremos no ponto de vista dos moradores, na tentativa de compreender esse acontecimento, já que os seus proponentes não revelam sua identidade e nem revelam o que, de fato, estão fazendo. Num jogo em que as noções de real e de ficção são problematizadas a todo momento, surgem dos moradores do bairro uma série de especulações para explicar tal fenômeno, que vão das hipóteses mais plausíveis de nomear como teatro ou arte, até as mais inusitadas como: religião, magia ou organização mafiosa. Como referenciais teóricos para a compreensão dessa experiência serão utilizadas noções como a de comportamento restaurado de Schchenner (1995), a de formas complexas de brincadeiras de Bateson (2002) e princípios do mascaramento na cultura popular brasileira, estudados pelo autor do texto. O conteúdo apresentado é fruto do projeto de pós-doutorado desenvolvido pelo autor da comunicação, denominado: “Residência teatral no bairro Lagoinha: Um estudo sobre dramaturgia da improvisação a partir dos princípios cênicos das máscaras tradicionais brasileiras.” [continuar lendo]

[Eberth Guimarães] CANÇÃO POPULAR E CRIAÇÃO CÊNICA NA INTERVENÇÃO URBANA NAQUELE BAIRRO ENCANTADO | Esta dissertação, de caráter teórico-prático, tem por finalidade a investigação da utilização de canções populares urbanas na intervenção Naquele Bairro Encantado, caracterizada por ser um trabalho de improvisação com máscaras expressivas em uma região tradicional da cidade de Belo Horizonte. A busca pela compreensão das canções como elemento dramatúrgico da intervenção instigou a necessidade de entendimento do que é a canção e da relação letra e melodia em sua estrutura. A partir da Semiótica da Canção pudemos encontrar os processos de identificação de uma canção e, em seguida, analisamos o discurso dessas canções no processo de criação e na performance com o público. O espaço de apresentação também foi considerado como elemento dramatúrgico e influenciador da peculiaridade da intervenção. Evidenciou-se a força dramatúrgica da canção especificamente nessa intervenção, proporcionando maior aproximação com o público, revelando emoções e conduzindo as ações improvisadas. [continuar lendo]